segunda-feira, 25 de junho de 2007

Apelos: Amoroso, Sedutor e Erótico


Recentemente apresentei um seminário sobre os recursos motivadores da publicidade com especial atenção à sensualidade. Após certa pesquisa, percebi que as pessoas já não sabiam mais destinguir entre sensualidade e erotismo, e o pior, não sabiam diferenciar sensual de vulgar.

Na minha pesquisa, cheguei a seguinte conclusão:

O discurso sedutor é a persuasão suave (ao contrário do discurso autoritário), em que se busca agradar, fascinar, envolver o ouvinte, para conseguirmos nossos intentos. Seu exemplo mais óbvio é a sedução, mas uma boa aula, uma palestra instigante, uma propaganda envolvente, também são bons exemplos do discurso sedutor.

O discurso amoroso deve ser separado do discurso sedutor: aqui, trata-se do discurso entre pessoas que já consumaram a sedução ou entre pessoas que têm grande afeição, mas que não envolve um processo de sedução (como pais e filhos, parentes, almas gêmeas). O discurso amoroso é caracterizado pela reafirmação constante da afeição, por meio de palavras carinhosas, murmúrios, códigos específicos (como “bizunguinho/a”, “Teté”) e por entoações próprias.

O discurso erótico
queirosiano poderá ter fundado, na busca da perturbação e dos seus processos, uma particular retórica que introduz na escrita o efeito de objeto desejável. Em sentido lato, é o arrepio estético, a libido artística, que se convoca pela ilusão ficcional, na sugestividade das imagens fabricadas da realidade.

Ou seja, sedução é a conquista, amor é o fato consumado e o erotismo é o humano como objeto sexual.

Minha opnião:
Não acho que a publicidade se deva valer do erotismo, é algo que tanto atrapalha na memorização do produto e/ou marca quanto algo que influência de modo negativo na sociedade por passar valores contra a mulher ou mesmo contra o homem.

Mas convenhamos, é sempre bom olhar pros belos corpos, ai ai...

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